terça-feira, 8 de maio de 2012

RN tem o maior número de decreto

A seca de 2012 será uma das piores das últimas décadas. No Rio Grande do Norte, o número de municípios que decretaram estado de emergência é o maior dos últimos cinco anos e 30% superiores aos de 2011. Enquanto no ano passado 107 Prefeituras enviaram relatórios de perda ao Governo Federal, neste ano 139 já anunciaram emergência por causa da seca, o que significa que não haverá qualquer safra.

Nos últimos anos, o Estado viveu momentos extremos. Enquanto em 2008 e 2009 os decretos de emergência eram por causa da chuva que alagou e destruiu plantações e casas em dezenas de cidades, em 2010, 2011 e 2012 os problemas foram perda de safra e ausência total de produção.

Os governos estadual e federal já reconheceram que o momento é crítico, tanto que a Defesa Civil nacional vai implementar o escritório de combate à seca nos Estados nordestinos. No RN, o trabalho começa a ser feito hoje, com a visita da comitiva à microrregião de Mossoró. O comando dessa missão será do major Michelsen de Faria e José Araújo, da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que seguem acompanhados dos membros do Grupo de Apoio a Desastres (GADE).

De acordo com Michelsen de Faria, o objetivo dessa visita é verificar, por amostragem, a situação nos municípios, bem como apoiar no que for necessário, inclusive nas orientações quanto aos procedimentos da situação de emergência. "Vamos analisar as demandas, ver o que está acontecendo, o que o Estado e as Prefeituras estão fazendo e como o Governo Federal poderá contribuir para amenizar os prejuízos da seca", disse o major.

Michelsen de Faria explica que Mossoró será o primeiro município visitado, mas que a pesquisa percorrerá os 139 municípios que decretaram emergência. Contudo, o major não sabe dizer quanto tempo vai demorar para chegar a resposta. Além disso, disse que nem todos os pedidos de ajuda podem ser atendidos. "A decretação de emergência não obriga o reconhecimento. É preciso que os municípios cumpram uma série de exigências", diz.


SITUAÇÃO CRÍTICA

Enquanto os relatórios não são entregues e os recursos não chegam, milhares de famílias do semiárido sofrem com a seca. Sem chuva há quase dez meses, açudes e cacimbões estão secando e os rebanhos começaram a morrer.

Sem safra, a fome começa a rondar também as famílias mais carentes. Os homens estão procurando emprego nas cidades promovendo o retorno de um fenômeno antigo: o êxodo rural.

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