sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mais de 100 agricultores ocuparam prefeitura



Na manhã, dessa quinta-feira (16), um grupo de pelo menos 100 agricultores e agricultoras ligados ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi (STTR), ocuparam as dependências da Prefeitura Municipal. Os participantes da mobilização queriam pressionar o governo municipal a garantir a liberação de ônibus para viabilizar a participação de uma delegação de Apodi na mobilização “Grito da Seca” que será realizada em Natal na próxima terça feira, dia 21.
O Presidente do STTR informou que em reunião na última segunda feira com o Chefe de Gabinete o mesmo não deu garantias dessa liberação, o forçou a convocação de uma reunião extraordinária do Fórum das Associações que optaram por ocupar a prefeitura.
 
No momento da ocupação, tanto o Prefeito como o Chefe de Gabinete se encontravam em Natal. Os agricultores e agricultoras foram recebidos pelo Chefe Adjunto do Gabinete professor Pedro Filho que entrou em contato com o prefeito.
 
 O presidente do STTR, Francisco Edilson Neto apresentou a reivindicação e cobrou uma solução. Segundo ele, Flaviano determinou ao Chefe Adjunto do Gabinete que procedesse com a contratação de três ônibus para garantir a participação dos agricultores e agricultoras de Apodi na mobilização do dia 21. “Nós consideramos que essa ação foi bastante positiva e mostra que quando os agricultores e agricultoras se organizam e lutam pelo mesmo proposito as coisas acontecem”, disse Edilson Neto.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Representantes do RN apresentam a Mantega a pauta da seca


Henrique, Garibaldi e outros potiguares com Guido Mantega

Brasília (DF) – O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, esteve no Ministério da Fazenda, acompanhado do ministro Garibaldi Filho, da Previdência Social, para um encontro sobre a seca no Nordeste com o ministro Guido Mantega. O deputado apresentou ao ministro Mantega uma série de problemas constatados durante reuniões com produtores, criadores e trabalhadores rurais do sertão de Angicos e da região do Seridó, no Rio Grande do Norte.
A reunião contou a participação de representantes dos produtores, através dos presidentes da Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (Faern), José Vieira; e da Associação dos Pequenos Agropecuaristas do Sertão de Angicos (Apasa), Marcone Angicano. O secretário de Agricultura, Júnior Teixeira, detalhou os problemas e suas causas e apresentou as possíveis soluções. A equipe técnica do ministro também acompanhou as discussões e ficou de analisar as proposições.
A principal reivindicação foi a suspensão imediata das execuções e dos leilões dos bens dos produtores rurais que, além de perderem os rebanhos por falta de pasto e ração, estão perdendo suas propriedades para os bancos oficiais e, mesmo sendo executados, os produtores ainda não conseguem liquidar as dívidas acumuladas e renegociadas ao longo dos anos. Muitas dívidas foram contraídas antes do Plano Real.
“A legislação que trata da renegociação da dívida rural atual vem desde os anos 90 e não resolveu o problema do endividamento do produtor do semiárido”, argumentou o deputado Henrique Eduardo Alves. Ele repetiu o que ouviu no interior do Rio Grande do Norte citando leis, decretos, resoluções do Conselho Monetário Nacional e normativas dos bancos oficiais. “Em consequência, os agentes financeiros promovem a execução dos mutuários levando seus bens a leilão em pleno ambiente de seca”, ressaltou o deputado.
O secretário Júnior Teixeira disse que as condições oferecidas ao homem do campo não foram adequadas à situação dos produtores. O secretário pediu ao ministro Guido Mantega para estender aos pequenos e médios produtores as mesmas condições constantes no Programa de Agricultura Familiar (Pronaf).
Para o secretário, a oferta das linhas de crédito do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) pelos bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal e não exclusivamente pelo Banco do Nordeste, facilitaria o acesso ao crédito rural, inclusive a linha de crédito emergencial da seca. Júnior Teixeira citou o exemplo do Rio Grande do Norte onde, no ano passado, apenas 28% dos recursos do FNE ficaram na zona rural. O restante foi para a indústria (19%) e o comércio (53%).
A burocracia, segundo o secretário, ainda gera desigualdade no campo. Dos recursos emprestados aos produtores rurais do estado, em 2012, somente 1.277 contratos eram de pequenos e médios produtores. Os demais contratos, 27.252 foram assinados pelos pronafianos. “Dos pequenos e médios produtores que nós representamos são exigidos 23 documentos e um projeto técnico para se ter acesso ao crédito emergencial. Já para os agricultores familiares não há burocracia. A concessão do crédito emergencial demora até quatro meses para ser efetivado", disse Júnior Teixeira da Faern.
 O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte lembrou que a extinção progressiva do rebanho e de culturas permanentes é a perda mais relevante imposta a economia rural nordestina pela seca continuada. José Vieira defendeu o fim do teto de R$ 100 mil para o crédito estiagem de custeio e investimento. Para a Faern o financiamento deve atender a necessidade e capacidade de cada produtor para custeio pecuário e recuperação de culturas permanentes.
 Marcone Angicano, da Apasa e o prefeito de Afonso Bezerra, Jackson Bezerra, que também é produtor rural, argumentaram que os produtores já pagaram muito mais do que deviam e não conseguem se livrar da rolagem da dívida rural que na região nordeste é estimada em R$ 14 bilhões. “O banco faz de conta que vai receber e o produtor sabe que não vai poder pagar, mas se submete às condições impostas na renegociação com a esperança de que terá uma solução futura”, sentenciou o assessor jurídico da Apasa e da Associação Norte-riograndense de Criadores (Anorc), Guilherme Silva. O advogado dimensionou o tamanho do problema citando que acompanha mais de 500 processos judiciais no Rio Grande do Norte e estados vizinhos.
 
Os produtores ainda pediram a inclusão na Medida Provisória 610, em tramitação no Congresso Nacional, sobre a temática da seca no Nordeste, condições de renegociação para quem contraiu dívidas entre 2007 e 2011. A MP só trata de dívidas até 2006. Uma das alternativas propostas pela comissão reunida no Ministério da Fazenda, foi abrir negociação com o governo para ampliar uma emenda apresentada pelo deputado João Maia (PR-RN) que atende, ainda que parcialmente, as reivindicações apresentadas durante o encontro agendado pelo deputado Henrique Eduardo Alves.
“Não podemos continuar convivendo com uma economia rural quebrada onde quem produz e gera empregos perde o rebanho e fica endividado”, disse o presidente da Câmara dos Deputados. Henrique Eduardo Alves defendeu a elaboração de um estatuto de crédito rural para o Nordeste com normas adequadas ao semiárido e ao regime das secas. 
Fonte: Câmara dos Deputados

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Chuva desta terça-feira foi a maior do ano em Natal, diz Emparn

Sem sinalização e sob chuva, carro cai em buraco em Cidade Satélite (Foto: Rilyonaldo Marques)
Sem sinalização e sob chuva, carro cai em buraco em Cidade Satélite (Foto: Rilyonaldo Marques)


A chuva que caiu em Natal nesta terça-feira (14) já é a maior do ano na capital potiguar. Choveram 72,6 milímetros até as 19h, de acordo com os registros da estação pluviométrica da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). O metereologista Gilmar Bistrot avaliou o volume de precipitação como "moderado".
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Antes dessa, a maior precipitação do ano havia sido registrada no dia 29 de abril, quando choveram 42.9 milímetros. "Toda chuva que tem concentração de 15 a 20 milímetros em áreas urbanas, como é o caso da Grande Natal, é considerada moderada. Nessas regiões mais urbanizadas o solo não tem infiltração", explica Bistrot.
 
Os registros da estação pluviométrica da Emparn mostram que a chuva começou às 2h e se intensificaram entre 13h e 19h. O pico ocorreu às 15h, quando choveram 16.4 milímetros.

As chuvas causaram problemas na Grande
Natal. O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar recebeu durante a tarde três chamados sobre quedas de árvore. No hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, o teto de um banheiro desabou, o que causou a inundação da sala de repouso dos funcionários da unidade. Alagamentos, acidentes e trânsito lento também puderam ser vistos durante o dia.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Kelps e Rafael Motta montam parceria para ajudar segurança pública

 
O deputado Kelps Lima e o vereador Rafael Motta ampliaram a parceria que já mantém em relação às melhorias do trânsito de Natal e agora pretendem ajudar também na área de Segurança Pública.
Os dois parlamentares estão lutando para conseguir 10 carros para a Polícia Militar utilizar no patrulhamento contra a violência em Igapó, Lagoa Azul, Redinha, Quintas, Cidade Satélite, Vila de Ponta Negra, Neópolis, Guarita e Rocas.
Os recursos para a compra dos automóveis virão da cota de emendas do orçamento estadual que o deputado Kelps Lima tem direito na execução fiscal do ano de 2013. O deputado já protocolou a emenda e a Assembleia Legislativa já aprovou a destinação do dinheiro.

“Estamos buscando várias parcerias para transformar nosso mandato em algo propositivo e de atitudes claras em benefício da população do Rio Grande do Norte. Já somos parceiros de Rafael Motta na questão do trânsito em Natal, onde a atuação dele na Câmara de Vereadores, junto com Paulinho Freire, está sendo importantíssima para que possamos influir em prol da melhoria do trânsito, e, agora, queremos ampliar esse entrosamento dando uma contribuição também na área de segurança, que está vivendo um momento dificílimo e precisa de toda a ajuda possível”, explicou o deputado Kelps Lima.
Rafael Motta indicou ao deputado Kelps a relação a alguns locais de Natal onde os moradores já manifestaram explícita preocupação com o patrulhamento precário, justamente pela falta de viaturas para combater os criminosos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Prejuízo causado pela estiagem atinge todos os Estados do NE

Dizimação do rebanho bovino tem causado serios prejuísos á economia
 
Considerada pelos governantes como a pior seca dos últimos 50 anos, a estiagem que atinge o Nordeste e parte de Minas Gerais desde 2011 já provocou prejuízos que superam a cifra de R$ 3,6 bilhões em perdas diretas nas lavouras.
Além dos prejuízos causados na lavoura e na pecuária, a seca também trouxe desemprego para o campo e afetou a exportação de produtos da região, como o mel de abelha.
Reportagem produzida e publicada na Folha de S.Paulo, pelos jornalistas Nelson Barros de Salvador e Renata Moura do Rio Grande do Norte, abordou um retrato detalhado da situação.
Para o economista-chefe do IBGE em Natal, Aldemir Freire, se forem levadas em conta todas as perdas, o prejuízo na produção chegaria a R$ 6,8 bilhões, tendo em vista que nos levantamentos feitos pelos governantes não foram computados os quase 5 milhões de cabeças de gado perdidas entre 2011 e 2012.
Na pecuária nordestina, a projeção é de redução de 16,3% no rebanho de 29,6 milhões de cabeças em 2011. Somente no RN, os produtores rurais estimam uma perda de mais de 35% do rebanho bovino. Ao todo, 140 municípios dos 167 do Estado estão em situação de emergência.
No vizinho Estado do Ceará, 96% das cidades estão em estado de emergência devido à estiagem, com a produção agrícola caindo de 1,9 milhão de toneladas para 230 mil toneladas. Apenas 30% das áreas agricultáveis têm algum plantio.
A seca também tem causado desemprego no setor agropecuário. Na comparação com 2011, quando foram criados mais de 13 mil empregos com carteira assinada, 2012 registrou déficit de 18 mil vagas - marca recorde na década.
O número de pessoas com emprego no setor, que era de 244.825 pessoas em 2012, fechou março deste ano em 223.640.
O cenário se agrava porque a maioria dos atingidos pela estiagem é de produtores sem carteira assinada que “perderam os meios que tinham para sobreviver”, na descrição de Gilberto Silva, da Federação Potiguar dos Trabalhadores em Agricultura.
Queda na produção de castanha e mel reduz exportação
A exportação também acabou sendo prejudicada com a seca, principalmente o RN e o Ceará, que são responsáveis por mais de 80% da produção e exportação de castanha de caju. Atualmente, o Nordeste responde por quase 100% da exportação de castanha de caju e por 27% da venda de mel de abelha. A produção de mel no RN neste ano foi praticamente zerada, o que trouxe queda na exportação.
Em termos de Nordeste, a produção de mel registrou uma redução de 53% em relação a 2011. Para a castanha, o valor exportado caiu 18%.
Com a escassez de produto local, as beneficiadoras passaram a importar castanhas da África. “Isso aumentou custos em 15%, elevou o preço e reduziu o valor exportado”, diz Felipe Timbó, gerente da Iracema, que tem unidades no RN e Ceará.
Na opinião de Aldemir Freire, o impacto econômico da atual seca tem sido amenizado pelas ações governamentais de transferência de renda, acesso ao crédito e recuperação do valor do salário mínimo e, mesmo assim, a situação é muito crítica. Até o dia 10 de abril, pelo balanço mais recente, 1.367 municípios e 10,4 milhões de brasileiros sofriam os efeitos da estiagem, e a previsão ainda é de mais seca entre junho próximo e fevereiro de 2014.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Deputado Kelps Lima articula reuniões produtivas em Natal com produtores da CAL de Soledade

 
Em uma articulação do Deputado Kelps Lima, com o apoio do Vereador natalense Rafael Mota uma comissão da ASPOCAL, associação dos produtores de CAL de Soledade se reuniu nesta quarta-feira, 08 em Natal com o secretário de desenvolvimento econômico do estado Rogério Marinho e com o diretor do IDEMA no RN, Manoel Jamir Fernandes Júnior.

Os produtores estiveram representados por Elson Marinho, presidente da associação, Saúde do Cal, Júnior do cal, Antonio, Gorete do cal, Júnior do cal, Marcondes Justino e De Assis do Cal, empresários que geram direta e indiretamente mais de mil empregos na região da Chapada do Apodi, principalmente no período de safra que acontece no segundo semestre do ano.

Na reunião com o secretário de desenvolvimento econômico do estado, o mesmo disponibilizou uma assessoria técnica que irá elaborar juntamente com os produtores um projeto para buscar credito junto ao banco do Nordeste do Brasil para melhoramento e ampliação da produção da CAL no Distrito de Soledade, que mesmo sendo centenária ainda é artesanal.

No IDEMA a comitiva de Soledade ouviu do diretor do órgão empenho em priorizar as licenças de queimas aos membros da associação, inclusive afirmou que em até um período de dois meses, os mesmos estariam legalizados nessa questão, ou seja, com suas licenças, não temendo assim a fiscalização do órgão.

“Quando estivemos em Soledade podemos conhecer de perto os anseios desses batalhadores geradores de renda naquela região, e por isso articulamos com o nosso companheiro e Vereador Rafael Mota, para que pudéssemos ajudar esses produtores no que for possível, e vamos acompanhar todos esses processos a fim de garantir que todos esses pleitos aconteçam” afirmou o deputado Kelps Lima.
Em mãos de um projeto que será formulado nos próximos dias uma comissão dos produtores voltará a Natal possivelmente já na próxima semana aonde irá ao banco do nordeste pleitear recursos, e ainda terá uma reunião com o representando do DNOCS onde tentará viabilizar o uso da lenha das áreas desmatadas para implantação do projeto de irrigação da Chapada do Apodi.
“Fiquei muito otimista, e este é sentimento dos meus colegas produtores para que possamos conseguir avançar nessa nossa atividade que de grande importância para a Chapada do Apodi” disse Saúde do cal, produtora em Soledade. FONTE: blog do josenias freitas

terça-feira, 7 de maio de 2013

Natalense vai gastar R$ 132,50 em média com o presente das mães, diz Fecomércio

Vestuário seriaomo o item preferido para presenteá-las no domingo, 12 de maio. Foto: Divulgação

Peças de vestuário com valor médio de R$ 132,50, pagas à vista, em dinheiro e compradas na semana anterior ao domingo, 12. Estas devem ser as características da maioria dos presentes que os natalenses deverão comprar para suas mães este ano. Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte.De acordo com a pesquisa, 24,8% dos entrevistados citaram os itens de vestuário como os preferidos para as compras. O próprio percentual da maioria (que representa menos que um quarto das pessoas ouvidas) mostra, no entanto, que a listagem dos presentes escolhidos é bem diversificada. Depois do vesturário, foram citados os eletrodomésticos (21,8%), perfumes e cosméticos (16,8%), calçados e bolsas (11,2%), celular (2,6%), jóias (1,7%), flores (1,3%) e livros (0,7%).
O IPDC aponta também que 37,9% dos filhos vão gastar entre R$ 50 e R$ 100 com o presente. Outros 19,3% afirmaram estar dispostos a gastar entre R$ 101 e R$ 200. Entre os entrevistados, 54,4% disseram que pretendem pagar as compras à vista e em dinheiro, enquanto que 33,8% afirmaram que vão usar o cartão de crédito.
Confirmando o hábito de deixar tudo para a última hora, a maioria dos consumidores (67,4%) disse que pretende ir às compras somente nesta semana que antecede ao Dia das Mães (de 6 a 11 de maio). Outros 25,2% disseram que irão adquirir os presentes quinze dias antes da data comemorativa.
O levantamento do IPDC também ratifica a eficácia das promoções nestas datas emblemáticas. Segundo a pesquisa, 65% dos consumidores se disseram motivados a entrar nas lojas diante deste tipo de atrativo.
Outra máxima que a tradição já consagrou – a de levar as mamães para almoçar fora no dia dedicado a elas – foi confirmada pela pesquisa IPDC-Fecomércio RN. Nada menos que 26,2% dos entrevistados afirmaram que pretendem fazer isto no domingo, 12.