quinta-feira, 7 de outubro de 2010

NOTÍCIA TRISTE: Consumo de álcool cresce entre adolescentes de Natal.

Uma realidade preocupante é revelada pelo juiz Homero Lechner, titular da 3ª Vara da Infância e Juventude e substituto da 1ª Vara da Infância e Juventude. Segundo ele, o consumo de álcool aumentou 30% nos últimos cinco anos, considerando o público atendido pelas três varas de Infância e Juventude de Natal. O aumento foi registrado principalmente em garotos, entre 12 e 18 anos e de baixo poder aquisitivo, público atendido nas três varas. "Em geral, os adolescentes começam a beber cedo. Em casa, eles observam os pais bebendo e acham que podem beber também", afirma.

De acordo com o juiz Homero Lechner, as varas de Infância e Juventude vão intensificar a prevenção ao consumo de álcool e a fiscalização em festas e nos principais pontos de venda. Como exemplo, ele cita a presença de agentes das varas de Infância e Juventude em festas de grande porte como o Carnatal, que pode contar com um número maior de agentes este ano. O juiz lembra que vender bebida alcoólica para menores de 18 anos é proibido e passível de sanções penais.

Para reverter a situação, ele recomenda que o poder público invista em programas de prevenção, implementação de políticas públicas e aumento na fiscalização nos pontos de venda. Aos pais, orienta que conversem com os filhos, falem sobre os efeitos do álcool - principal porta de entrada para drogas ilícitas e mais pesadas - e não bebam na frente de crianças e adolescentes. "Os números são preocupantes", reconhece.

Garota começou a beber aos 15 anos

Letícia (o nome é fictício) tem 18 anos e cursa o 3º ano do Ensino Médio numa escola pública de Natal. Jovem de classe média, consome álcool desde os 15. "Comecei por influência dos amigos num churrasco". Os pais sabem que ela consome álcool e tentam orientá-la. "Quando saio de casa, eles dizem 'tenha cuidado. Não beba muito'".

No começo, a cobrança era maior. "Meus pais não concordam, mas não têm o que fazer. Eles não estão comigo 24 horas. Não tem como saber o que eu estou fazendo. Quando chego em casa depois de uma festa, minha mãe diz 'menina, você está bêbada. Você acha isso bonito?' e eu digo 'qual o problema?'".

Com o tempo, Letícia ficou mais responsável e os pais um pouco mais aliviados. "Uma vez tomei um porre e fique muito mal a ponto de não conseguir voltar para casa. Minha amiga me levou para a casa dela. Fui para casa só no outro dia. Hoje em dia isso não acontece mais. Quando vejo que estou no meu limite paro e depois volto. Hoje já tenho mais cuidado. Antes não tinha", relata.

E por que, quando o assunto é consumo de álcool na adolescência, as garotas são campeãs? Para Letícia, depois que bebem, as garotas perdem a timidez, ficam mais soltas. Ela já pensou numa estratégia para voltar para casa no final da festa. "Vou com meu namorado. Ele tem 21 anos e não bebe".
FONTE: Diário de Natal


Um comentário:

grupo de evangelicos disse...

castelo reproduza materias:no blog malvinas,DEPUTADO FEDERAL DE SERRA ACUSA ELE,HOJE DE DESCRIMINAÇÂO DO NORDESTE.absurda,ja no bloqueiro do ad e recado livre ,tem uma carta aberta a nação brasileira,reproduza por favor,nesse espaço importante e democratico de apodi.